quarta-feira, 26 de março de 2008

Os projetos de BI no Brasil.

Ultimamente tenho trabalhado mais como gerente de projetos do que consultor na área de BI e DW, o que tem me dado uma perspectiva interessante para avaliar a situação e uso de ferramentas de BI dentro das organizações.

Toda a vez que vejo um BI, DW, MIS ou o que valha, tento entendê-lo tecnicamente e do ponto de vista de negócios. O que tem me surpreendido é que a maioria deles são um conjunto de cubos, relatórios e planilhas com alguma estrutura. Alguns mais sofisticados e outros menos. Processos de ETL não totalmente alinhados com o fluxo corporativo de informações, o que acarreta em informações de baixa qualidade e relatórios pouco confiáveis. Normalmente dentro de uma mesma organização temos áreas com um conjunto de ferramentas bem sofisticado e outras trabalhando com relatórios pré-formatados.

Os usuários normalmente não se incomodam com a forma como as informações chegam a eles, o fundamental para eles e ter a informação necessária para a tomada de decisão. Conversando com estes usuários, vejo que em alguns casos eles não conhecem as possibilidades para disponibilidade e distribuição de informação, ou se conhecem, tem outras prioridades na frente.

Com base nesta percepção, pensei nas origens dos projetos de DW e BI nas grandes empresas, e, tive a impressão que a maioria deles foi desenvolvida, ou bancada por TI, o que pode explicar, pelo menos em parte a situação dos projetos. O que eu quero dizer é que do ponto de vista técnico, TI tende a escolher A GRANDE FERRAMENTA que irá solucionar todos os problemas de seus usuários. De forma ambiciosa e com excelentes intenções vendem internamente o projeto para uma área, que compra a idéia e implanta um projeto de sucesso e com desempenho esperado. O Problema acontece que a expansão posterior deste projeto fica prejudicada por diferentes fatores, que variam do preço da licença até questões políticas onde uma área não se dispõem a “bancar” o projeto de outra área.

Por que isto acontece? Ao que me parece, o que falta é:

1 – Planejamento corporativo para o uso e distribuição de informação e as necessidades especificas das diferentes partes de uma organização.

2 – Definição de ferramentas (sim, é no plural, o Cristal não resolve tudo) e padrões básicos, simples e de baixo custo para disponibilização de informação a maior parte da organização, que não necessita de formas sofisticadas de analise.

3 – Pensar em montar um DW corporativo para ser a fonte de todas as ferramentas da organização. E que possa crescer com a empresa, e o mais importante com um PROCESSO DE ETL bem montado e de manutenção simples. Para garantir a qualidade da informação.

4 – construir um plano de implantação que incorpore toda a visão da empresa e que possa ser dividido e atacado conforme as necessidades.

5 – Educar o usuário sobre sua necessidade e como ela pode ser acessível.

6 – TI Não deve ser o grande sponsor do projeto, sob o risco deste nunca terminar.

7 – planejar o máximo possível antes de iniciar o projeto, sob o risco de ter de refaze-lo, o que poderá expandir o custo exponencialmente, invalidando a continuação do projeto.

8 – sempre que iniciar uma nova etapa, criar métricas de acompanhamento para mostrar os resultados posteriormente e continuar a garantir dinheiro para o projeto.

9 – O ETL não pode ser um projeto exclusivo para BI, deve ser de toda a área de TI, e deve ser baseado em arquiteturas de distribuição de informação entre sistemas, que facilitem sua manutenção e modificação, conforme a evolução do negócio.

10 – Se o ambiente de inteligência a ser montado não for flexível e capaz de ser modificado sem impactos significativos, toda mudança de negócios será uma dor de cabeça podendo acarretar toda a reconstrução da parte afetada do sistema, impactando nos prazos do projeto e sua credibilidade.

Podemos não ter todas as partes montadas ou planejadas no inicio de um projeto, mas precisamos ter estes pontos em mente para garantirmos a continuidade e a construção de um ambiente que gere aumento de vendas e redução de custos para a organização, que afinal é sempre o grande objetivo de um projeto de BI.

Qual a sua opinião? Discorda? deixe registrada sua opinião, experiencia ou divergência. vamos trocar informações e opinões de forma a amadurecermos cada vez mais o mercado nacional de BI.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Quais as perspectivas para o Mercado de BI em 2008

O ano de 2007 foi onde as grandes companhias de software foram as compras e consolidaram o mercado de softwares para BI. A IBM adquiriu a Cognos após a aquisição da Hyperion pela Oracle. Já a SAP adquiriu a Business Object que já avia adquirido a Crystal reports no passado. A Oracle também adquiriu a Siebel (que tinha o foco em CRM e possuía ferramentas de BI incorporadas) e a Profitlogic ( empresa especializada em modelos estatísticos de formação de preço para varejo).
Desta forma qual o cenário competitivo que encontramos hoje no mercado de BI? A IBM com a Família DB2 e a Cognos, a Oracle com a gama enorme de produtos adquirida nos últimos anos, o SAS, a Microstrategy e a Teradata, com suas ferramentas de alto padrão. Temos também a HP com sua solução recentemente lançada de Hardware e Banco de dados para Business Intelligence e a Microsoft estará lançando este ano o Performance Point Server que irá complementar sua plataforma de banco de dados e servidores para Business Intelligence de forma muito interessante. Comendo pelas beiradas, pequenas empresas estão surgindo de produtos desenvolvidos como software livre, entre elas a Jasper Software.
Quais são os clientes disponíveis neste mercado? qual o potencial de investimento deles em, BI? esta é a grande pergunta que todos nós gostaríamos de ter as respostas. As multinacionais devem entrar neste momento em compasso de espera devido a potencial recessão dos EUA e do Japão e seu reflexo nos outros países. as empresas nacionais de grande porte que ainda não adquiriram soluções são poucas, sobra o mercado de empresas sensíveis a preço que devem buscar soluções confiáveis e de custo de operação mais baixos. neste aspecto as grandes tem uma vantagem de negociação interessante, mas entre todas a que me parece mais pronta para atacar o mercado é a Microsoft.
Recentemente baixei um add-in do MS-SQL Server 2005 (Analysis Server) para o Excel 2007 e Visio 2007, este add-in, permite a execução de todas as funções estatísticas embutidas no AS através do Excel e Visio, e o que é melhor é gratuito. É claro que não deve atender a modelos extremamente avançados, mas para 80% do mercado vai fazer tudo o que precisam. Simplificando a vida de TI e de uma serie de pessoas que precisam de ferramentas estatiscas, mas não conseguem adquiri-las. Aliado ao Sharepoint e o Performance Point Server e a gama enorme de profissionais habilitados em programação dentro da plataforma Microsoft, torna esta empresa um serio concorrente para este mercado.

Qual a sua opinião? comente e vamos encontrar os melhores caminhos para nosso mercado?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Motivação para este Blog

A minha motivação para este blog, foi o fato de sentir falta de um espaço brasileiro para discutir as necessidades de BI e DW para o mercado Nacional. Criar um espaço livre e independente onde pudesse espor minhas ideias e pensamentos sobre o assunto, bem como abrir espaço para que outras pessoas ligadas a esta area pudessem se expressar.

Desta forma gostaria de fornecer ao mercado um conjunto de informações que auxiliem os mais diversos tipos de profissionais a entender e utilizar cada vez melhor estas importantes ferramentas de negócio.